A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a nomeação de Rodrigo Pacheco para uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-presidente do Senado obteve 404 votos favoráveis e 61 contrários em votação secreta, um dia após receber a aprovação dos senadores.
A indicação foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e contou com o apoio do MDB, partido que havia indicado o ministro Bruno Dantas à vaga em 2014. Pacheco assume o lugar de Dantas, que oficializou a saída antecipada da corte na segunda-feira. A votação na Câmara ocorreu sem sabatina.
O relator da indicação na Câmara foi Aécio Neves (PSDB-MG), que afirmou que os serviços de Pacheco vão além dos cargos ocupados. Outros líderes partidários, como Doutor Luizinho (PP-RJ) e Augusto Coutinho (Republicanos-PE), classificaram a escolha como equilibrada para o momento institucional do país. A deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) disse que a nomeação é simbólica e importante.
O processo de aprovação foi acelerado para ocorrer nesta semana, a última com sessões de votação antes do período eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), parabenizou o indicado e afirmou que não há dúvidas sobre o preparo técnico e político de Pacheco para representar o Congresso no órgão.
Aos 49 anos, Rodrigo Pacheco foi deputado federal eleito em 2014 e senador em 2018. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 2017 e ocupou por duas vezes a presidência do Senado. A nomeação ocorre após o parlamentar ser preterido por Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e decidir não disputar cargos eletivos neste ano.
O TCU é o órgão técnico responsável por fiscalizar a aplicação do dinheiro público federal, auditando contas de gestores e examinando obras públicas. O cargo de ministro é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos e salário aproximado de R$ 44 mil.


