Enchentes e avalanches na região da fronteira entre a China e o Nepal deixaram ao menos 1.318 mortos e 5.624 desaparecidos, segundo dados divulgados pelas autoridades dos dois países nesta sexta-feira (4). O desastre foi provocado pelo desabamento de parte de uma geleira no pico Langtang Lirung, no Nepal.
No Nepal, as vítimas fatais somam 1.287 pessoas, com 5.083 desaparecidos. No Tibete, território administrado pela China, foram registradas 31 mortes e 531 pessoas não localizadas. A tragédia começou na quarta-feira (26), quando o volume de gelo e rochas bloqueou o rio Lhende Khola, gerando uma onda de lama e detritos que percorreu 20 quilômetros.
O fluxo destruiu pontes, estradas, vilarejos e instalações de energia. O posto de fronteira de Gyirong, no Tibete, foi uma das áreas mais atingidas. O local serve como rota de ligação comercial entre os dois países. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a correnteza arrastou construções e pessoas.
Equipes de resgate localizaram com vida dois trabalhadores que estavam presos há nove dias em um túnel da usina hidrelétrica Trishul 3A, no Nepal. O primeiro homem foi retirado pelo Exército nepalês, seguido por um segundo sobrevivente. Ambos receberam atendimento médico no local e foram transferidos para um hospital em Katmandu.
Amir Maharjan, irmão de um dos resgatados, disse à imprensa internacional que a família estava aliviada com a sobrevivência do trabalhador. Operações de busca continuam na região para tentar localizar as demais pessoas desaparecidas.
O ministro da Energia do Nepal, Biraj Bhakta Shrestha, informou que há expectativa de que novos resgates ocorram nas próximas horas, pois as autoridades acreditam que outras pessoas ainda estejam presas dentro do túnel da usina.


