Ficar em pé sobre uma perna só envolve coordenação, controle do tronco e mobilidade do quadril, tornozelo e coluna, segundo o fisioterapeuta e doutor em Atividade Física e Saúde Sergio López López. A capacidade de realizar o movimento diminui com a idade em pessoas saudáveis com mais de 50 anos.
Um estudo da Clínica Mayo indicou que essa habilidade apresenta um dos declínios mais acentuados com o envelhecimento, especialmente quando se utiliza a perna não dominante. O glúteo médio e os músculos do pé e tornozelo são fundamentais para estabilizar a perna de apoio.
Não existe um prazo universal para definir boas condições físicas, pois o resultado varia conforme a visão, calçado, superfície e atividade física. Para mulheres saudáveis entre 50 e 60 anos, López afirma que deve ser possível manter a posição por vários segundos sem apoio. Em mulheres fisicamente ativas, o tempo comum varia entre 20 e 30 segundos.
A treinadora britânica Caroline Idiens estabelece a meta de 37 segundos para mulheres de 50 a 59 anos e 30 segundos para as que têm entre 60 e 69 anos. Já o treinador americano Jakob Roze recomenda a tentativa de manter a posição entre 30 e 60 segundos. Os valores servem como diretrizes e não como comprovação médica.
López explica que a estabilidade pélvica e a semelhança de resultados entre as duas pernas são sinais positivos. Para quem tem dificuldade, a recomendação é iniciar o treino perto de móveis estáveis, levantando o pé por cinco segundos e repetindo o processo duas ou três vezes.
O tempo deve ser aumentado gradualmente para 10, 15 ou 20 segundos, reduzindo o apoio das mãos conforme o controle melhore. “Se você precisa se segurar constantemente para manter a posição, o exercício é muito difícil e você deve praticar um pouco mais a etapa anterior”, disse López.


