O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebeu nesta quinta-feira (10) reuniões individuais com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As conversas acontecem após o cancelamento da sessão plenária desta tarde e antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira.
O plenário do STF analisará o relatório da Polícia Federal (PF) que identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens. O próprio Moraes, além do ministro André Mendonça — que determinou a elaboração do documento —, esteve no gabinete da Presidência. Também participou da rodada de encontros o ministro Dias Toffoli, ex-relator da Operação Compliance Zero.
A agenda pública do presidente do STF registrou, de última hora, a reunião com Paulo Gonet. O chefe do Ministério Público Federal, assim como Mendonça, Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, tem até segunda-feira para apresentar manifestações sobre o relatório que será submetido ao plenário.
As reuniões ocorreram no horário previsto para a sessão plenária, que foi cancelada após Moraes anunciar e depois adiar um pronunciamento público. Na quarta-feira, também não houve sessão após o ministro Flávio Dino reverter o afastamento de Andrei Rodrigues, medida que havia sido determinada por Mendonça.
Para tentar reduzir a crise na Corte, Fachin assinou na quarta-feira um pacote de decisões, incluindo a marcação da sessão extraordinária de terça-feira. Já os relatórios de inteligência da PF usados por Moraes para atribuir crime de responsabilidade e parcialidade ao relator da Operação Compliance Zero ainda não possuem data para julgamento.
O presidente do STF informou que decidirá sobre essa parte do imbróglio após Mendonça apresentar as informações requisitadas pela Presidência, com prazo final no dia 21.


