O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou, nesta quinta-feira (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de tentar interferir politicamente nas eleições. A declaração ocorreu em Boa Vista, após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados em uma investigação sobre o destino de recursos públicos ligados à produtora do filme Dark Horse.
A operação, autorizada por Dino, apura suspeitas envolvendo R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) a organizações relacionadas à proprietária da produtora responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal investiga se houve a prática de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental e organização criminosa. O objetivo é esclarecer a relação entre os repasses feitos às entidades e a estrutura de produção do longa.
Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e afirmou que o filme não utilizou dinheiro público. O candidato disse que a operação não possui fundamento técnico e que a realidade da ação é política.
Segundo o candidato, a medida do ministro do STF representa mais uma tentativa de interferência no calendário eleitoral. Ele defendeu a idoneidade do projeto cinematográfico, sustentando que não há nada de errado na obra.


