O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3), no Palácio do Planalto, que a fila de atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada em agosto. A medida foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a capacidade de atendimento superar o número de novos pedidos.
A redução foi gradual desde fevereiro, quando 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia. Em julho, esse número caiu para 1,547 milhão. Segundo Queiroz, o órgão agora opera em fluxo de atendimento, onde a oferta de servidores é superior à demanda de clientes.
O Ministério da Previdência Social atribui o resultado à nomeação de novos servidores via concurso público e à operação de 865 agências com telemedicina. A pasta também implementou a perícia médica documental, que dispensa o deslocamento do segurado à agência mediante envio de documentos.
A estratégia incluiu a realização de mutirões aos fins de semana e o pagamento de bônus a servidores que superassem as metas. O plano de gerenciamento de benefícios viabilizou 2 milhões de atendimentos adicionais somente em 2026.
Atualmente, o INSS processa cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o que representa uma média de 43 mil solicitações diárias. O tempo médio de decisão sobre a perícia caiu para 34 dias, abaixo do prazo legal de 45 dias.
Apesar do índice, o ministro e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, informaram que 224 mil pessoas ainda aguardam resultados além do prazo de 45 dias. O grupo envolve casos específicos e pedidos especiais, como aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).


