A campanha Setembro Amarelo alerta para a importância de identificar comportamentos que indicam sofrimento emocional para a prevenção ao suicídio. Mudanças persistentes na rotina, no sono e nas relações sociais são apontadas como sinais de que o indivíduo pode estar enfrentando crises de saúde mental e necessita de apoio especializado.
Segundo a neurocientista Carol Garrafa, CEO da Santé, alterações no comportamento devem ser observadas principalmente quando interferem nas atividades cotidianas e nas tarefas simples. A especialista explica que o cérebro reorganiza prioridades e economiza energia ao enfrentar períodos prolongados de pressão, estresse ou sofrimento emocional.
Entre os sinais de alerta estão as mudanças no padrão de sono, seja pelo excesso de descanso ou por dificuldades frequentes para dormir. A irritabilidade e a impaciência diante de fatos comuns também são indicadas, já que a fragilidade mental nem sempre se manifesta por meio da tristeza.
O afastamento progressivo de amigos e familiares, manifestado pela recusa a encontros sociais, é outro ponto de atenção. A perda de interesse por atividades e hobbies que antes eram prazerosos, somada a dificuldades de concentração e esquecimentos frequentes, completa a lista de indicadores de sobrecarga.
A presença de um único sinal isoladamente não confirma a existência de um transtorno mental. A orientação é observar a frequência, a intensidade e a duração das mudanças, além do impacto gerado na rotina da pessoa.
A campanha orienta que a percepção de mudança no comportamento próprio ou de terceiros seja o primeiro passo para a busca de ajuda. A recomendação é conversar com pessoas de confiança e procurar profissionais especializados em saúde mental antes que o sofrimento atinja um ponto extremo.


