O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu nesta terça-feira (1º) que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revise a decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu as redes sociais e proibiu atos de campanha do candidato à presidência Renan Santos (Missão).
Tarcísio afirmou, em coletiva de imprensa após visitar obras de um hospital na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, que a liberação do candidato é uma questão de justiça e democracia. O governador defendeu que Renan Santos tenha direito ao espaço de manifestação, mesmo que utilize a campanha para fazer críticas a aliados políticos, como Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão liminar de Toffoli impede o candidato de participar de debates em rádio e televisão, suspende o acesso da chapa majoritária aos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proíbe a propaganda em perfis eletrônicos não informados à Justiça Eleitoral no prazo legal.
O ministro fundamentou a medida ao apontar que a chapa de Renan informou apenas dois canais no registro da candidatura, comunicando outros 16 perfis doze dias depois. Uma dessas contas, com 2,4 milhões de seguidores, já era utilizada para propaganda. Para Toffoli, a falha não é meramente documental, pois os perfis aproveitaram os mecanismos de recomendação das plataformas sem o devido registro.
Flávio Bolsonaro também se manifestou nesta segunda-feira em defesa de Renan. O parlamentar classificou a decisão como censura e comparou o caso ao bloqueio das redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ocorre há mais de um ano por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).


