Flávio Bolsonaro usa Lulinha como estratégia contra Lula na eleição

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) deixou claro que os negócios suspeitos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, serão uma de suas principais armas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral. Lulinha é investigado por supostas parcerias com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que é o principal investigado em um esquema de fraudes contra aposentados.

Na última semana, o tema dominou as redes sociais de Flávio. Em cinco dias, ele fez quatro postagens sobre o filho do presidente, sempre tentando associar as suspeitas do empresário ao seu adversário na corrida presidencial. Na última postagem, feita na tarde de sexta-feira, 6 de março de 2026, Flávio lembrou uma antiga comparação feita por Lula, que descreveu seu filho como um fenômeno nos negócios. Ele comentou:

““Com todo respeito ao Fenômeno do futebol, mas não existe outra palavra para descrever essa ascensão: de monitor do zoológico de São Paulo a milionário.””

Flávio também compartilhou reportagens sobre a quebra de sigilo bancário de Lulinha, que identificaram uma movimentação de R$ 19,5 milhões pelo filho do presidente em quatro anos. Ele questionou:

““E, segundo reportagens, parte dessa grana veio também de Lula. De onde o pai dos pobres tirou esse dinheiro?””

Em outra postagem, Flávio ironizou que Lulinha deveria ser nomeado ministro da Fazenda no lugar de Fernando Haddad, que deixará o cargo no início de abril. Ele escreveu:

““Lula já pode até colocá-lo no lugar do Taxad como ministro da Economia. Esse aí multiplica dinheiro como ninguém.””

Outra publicação reforçou o parentesco entre os dois. Lulinha é o filho mais velho de Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em 2017. Flávio postou:

““Não precisa nem de teste de DNA para saber quem é o pai dos escândalos.””

Segundo as últimas pesquisas, Flávio tem crescido em intenções de voto e chegou a empatar com Lula no segundo turno. O caso Lulinha já acendeu sinais de alerta no entorno do petista. A base no Congresso tentou barrar a quebra de sigilos do filho do presidente na CPMI do INSS, mas não obteve sucesso. Na quinta-feira, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão da comissão.

A pesquisa Genial/Quaest de fevereiro mostra que a corrupção é uma das principais preocupações dos brasileiros, com 17% apontando isso como sua maior preocupação, atrás apenas da violência (27%) e problemas sociais (20%).

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