Menor de 17 anos se entrega por estupro coletivo em Copacabana

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um menor de 17 anos, investigado por envolvimento em um estupro coletivo ocorrido em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou à polícia nesta sexta-feira (6) no 54º Departamento Policial, em Belford Roxo.

O crime aconteceu no dia 31 de janeiro e teve como vítima uma adolescente de 17 anos. Quatro adultos envolvidos no caso também se apresentaram às autoridades e foram presos.

Inicialmente, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) não havia se manifestado favoravelmente à internação provisória do menor. Contudo, após novas denúncias de casos de estupro coletivo, a Vara da Infância e Juventude da Capital pediu e decretou a internação, expedindo um mandado de busca e apreensão contra o adolescente.

Agentes da polícia realizaram buscas pelo menor na manhã de hoje, mas ele não foi encontrado até sua apresentação. Com a entrega, o adolescente responderá por ato infracional análogo ao estupro. Ele é identificado como ex-namorado da vítima, mas sua identidade foi preservada por ser menor de idade.

A polícia acredita que a jovem foi atraída para o apartamento por meio de uma “emboscada premeditada”. De acordo com o inquérito, ao chegar ao local, a vítima iniciou uma relação sexual consentida com o menor, mas o quarto foi invadido pelos outros jovens, que insistiram em participar do ato, mesmo após a negativa da vítima.

A situação se agravou, resultando em agressões físicas e atos sexuais forçados por parte de todos os presentes. A vítima relatou que os jovens a impediram de sair do quarto e um deles chegou a confrontá-la sobre sua condição, já que ela estava “machucada e sangrando”. Um exame de corpo de delito confirmou hemorragia, sangue e escoriações na parte íntima da menor, além de machucados nas costas e glúteos.

A vítima reconheceu formalmente os agressores por meio de imagens de câmeras. O inquérito foi concluído e a autoridade policial reconheceu indícios suficientes de estupro coletivo, repassando o caso ao Ministério Público e solicitando a prisão dos envolvidos.

A defesa de um dos acusados, Vitor Hugo, afirmou que ele nega participação no crime, embora admita que estava no apartamento. O advogado declarou que Vitor não teve oportunidade de ser ouvido durante a investigação. A defesa de João Gabriel negou a acusação e afirmou confiar na Justiça. A defesa de Matheus não se manifestou e ele permaneceu em silêncio durante o depoimento.

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