O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou para 14 de abril o prazo para a conclusão da sindicância que investiga o ministro Marco Buzzi, acusado de importunação sexual. Buzzi nega as acusações.
Em fevereiro, o STJ decidiu, por unanimidade, afastar Buzzi do cargo enquanto a apuração está em andamento. O ministro está impedido de entrar nas dependências do tribunal. Uma reunião para analisar a apuração da sindicância, que estava marcada para a próxima terça-feira (10), foi remarcada para o dia 14 de abril, às 16h30.
A sindicância pode recomendar a abertura de um processo administrativo contra Buzzi, que pode resultar em punição, incluindo a aposentadoria compulsória. Segundo ministros, a prorrogação permitirá uma análise mais detalhada e a tomada de depoimentos.
Nos bastidores, há discussões sobre a possibilidade de Buzzi pedir aposentadoria, mas isso precisaria ocorrer antes da abertura do processo administrativo. Ministros afirmam que é importante que o STJ resolva a questão para demonstrar que o tribunal é capaz de agir de forma rigorosa quando necessário.
Ao comunicar o afastamento, o STJ afirmou que a medida é “cautelar, temporária e excepcional”. Durante esse período, Buzzi ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas do cargo.
Buzzi é alvo de ao menos duas denúncias de importunação sexual. A primeira foi feita por uma jovem de 18 anos que passou as férias de janeiro na casa do ministro em Santa Catarina. A segunda denúncia é de uma mulher que trabalhou em seu gabinete, com o caso ocorrido em 2023. Ambas as denúncias foram apresentadas ao Conselho Nacional de Justiça e relatadas ao STJ, que está recebendo material das apurações do CNJ.
A defesa de Buzzi nega as acusações e já apresentou uma defesa escrita alegando sua inocência, sustentando que não há provas que sustentem as denúncias.

