Entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu 7.556 medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência. Isso representa uma média de cerca de 116 mulheres por dia que recorrem à Justiça em busca de proteção.
Os dados incluem decisões tomadas tanto nas varas especializadas quanto no plantão judiciário, refletindo a gravidade dos casos de violência doméstica. O Observatório Judicial da Violência contra a Mulher revelou que, no mesmo período, o Plantão Judiciário Noturno registrou 2.357 novos casos relacionados à Lei Maria da Penha, com 2.002 pedidos de medidas protetivas de urgência.
Além disso, o Plantão Judiciário Diurno, que atende a capital fluminense, contabilizou 767 processos de violência doméstica, dos quais 450 envolveram pedidos de medidas protetivas.
““A violência contra a mulher e o feminicídio têm raízes sociais profundas e funcionam como uma mensagem às demais mulheres que confrontam a ideia de subordinação”, afirmou a desembargadora Adriana Ramos de Mello.”
Os dados também indicam que metade dos feminicídios ocorre em cidades pequenas.


