A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (10) o reajuste tarifário da distribuidora de energia Light para os próximos 12 meses. A partir do próximo domingo (15), a tarifa da empresa terá um reajuste médio de 8,59%.
O aumento para consumidores residenciais da classe B1 será de 6,4%. Em março de 2025, a tarifa para residências teve uma redução de 2,69%. Para os clientes de alta tensão, o reajuste será de 13,4%, enquanto a classe de clientes de baixa tensão terá um aumento médio de 6,56%.
O relator do reajuste anual da Light, Gentil Nogueira de Sá Júnior, contrariou a proposta da STR (Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica) da Aneel, que sugeria um reajuste menor, de 3,81%. Em seu voto, o relator explicou os possíveis impactos do reajuste tarifário de 2027 e o peso da devolução de créditos de PIS/Cofins.
A Light foi a primeira distribuidora do país a ter esses créditos analisados pela Receita Federal, conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). A Receita reconheceu um valor de créditos a devolver menor do que o que a Light já devolveu aos seus clientes, e o montante ainda está em discussão administrativa.
O relator decidiu fazer um deferimento da tarifa ainda em 2026 como estratégia para diminuir um eventual reajuste nos anos seguintes. Ele considerou na planilha da nova tarifa para 2026 um desconto de R$ 1,03 bilhão (já reconhecido pela Receita), enquanto a área técnica considerou o valor de R$ 1,6 bilhão.
Gentil Nogueira também manifestou preocupação com uma possível “bolha” tarifária no futuro, entre o que as distribuidoras brasileiras de energia já devolveram aos consumidores referente aos créditos de PIS/Cofins e o valor reconhecido pela Receita Federal. A Light atende cerca de 4,3 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica em 31 municípios do Rio de Janeiro.


