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Acusado de estupro coletivo no RJ se entrega usando camiseta com frase polêmica

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Vitor Hugo de Oliveira Simonin, acusado de estupro coletivo contra uma jovem no Rio de Janeiro, se entregou à polícia na quarta-feira (4) usando uma camiseta estampada com a frase ‘regret nothing’, que significa ‘não se arrependa de nada’. A escolha da roupa chamou atenção, pois a frase foi popularizada por Andrew Tate, coach do movimento ‘Red Pill’.

Andrew Tate, um britânico-americano, se autointitula ‘ultra-masculino’ e é conhecido por propagar discursos de ódio contra as mulheres. Ele é ex-campeão de kickboxing e ganhou notoriedade ao participar do reality show ‘Big Brother’ em 2016. Atualmente, Tate possui mais de 11 milhões de seguidores no X (antigo Twitter) e é famoso por suas declarações sobre domínio masculino e submissão feminina. Ele também é réu por crimes de tráfico humano, estupro e formação de uma gangue criminosa.

Vitor Hugo, de 18 anos, se apresentou na 12ª Delegacia Policial (Copacabana) para prestar depoimento sobre sua participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos na zona Sul da capital. Ele foi reconhecido formalmente pela vítima por meio de imagens das câmeras de monitoramento.

Quatro jovens se tornaram réus por estupro de uma menor de idade e por cárcere privado. As investigações incluem um adolescente de 17 anos que se apresentou na 54ª DP (Belford Roxo) na tarde de sexta-feira (6). A Justiça havia autorizado um mandado de busca e apreensão contra ele, e a polícia solicitou sua apreensão por ato infracional análogo ao crime investigado.

A defesa de Vitor Hugo declarou que o jovem nega envolvimento no crime, mas confirmou que estava no apartamento onde o episódio ocorreu. O advogado afirmou que o cliente não foi ouvido durante a fase de investigação e que tomou conhecimento de uma nova denúncia relacionada ao jovem, mas ainda não teve acesso ao conteúdo. A defesa de outro acusado, João Gabriel, também negou as acusações e confiou na apuração dos fatos pela Justiça.

A Polícia Civil investiga relatos de pelo menos duas outras vítimas que relataram o mesmo modus operandi do grupo. O advogado de Mattheus não comentou o caso, e a reportagem tenta contato com a defesa de Bruno Felipe dos Santos Allegretti e do adolescente mencionado nas investigações.

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