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Erika Hilton é eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu, nesta quarta-feira (11), a deputada Erika Hilton (Psol-SP) como presidente do colegiado para o ano de 2026. Ela obteve 11 votos, enquanto houve dez votos em branco. Hilton substitui a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG).

No discurso de posse, Erika Hilton destacou que é a primeira mulher trans a presidir a comissão. Ela afirmou que sua gestão se dedicará ao diálogo e à defesa dos direitos das mulheres.

““Esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”,”

declarou.

A comissão também elegeu Laura Carneiro (PSD-RJ) como 1ª vice-presidente; Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) como 2ª vice-presidente; e Socorro Neri (PP-AC) como 3ª vice-presidente. Todas as vice-presidências receberam 11 votos, com dez votos em branco para cada cargo. Entre as prioridades da nova gestão estão a fiscalização da rede de proteção e das Casas da Mulher Brasileira, o enfrentamento da violência política de gênero e a promoção de políticas de saúde integral para as mulheres.

Deputadas de oposição expressaram descontentamento com a eleição de Erika Hilton, afirmando que a comissão deveria ser presidida por uma mulher cisgênero.

““Não podemos concordar com a entrega desta comissão, que deveria zelar pela dignidade da mulher, da vida e da família, a uma pauta que desvirtua a própria essência feminina”,”

disse Chris Tonietto (PL-RJ). A deputada Clarissa Tércio (PP-PE) também criticou a escolha, afirmando que representa um retrocesso para a pauta feminina.

A deputada Laura Carneiro, eleita 1ª vice-presidente, enfatizou que o foco do trabalho deve ser a vida das mulheres brasileiras, independentemente de ideologias.

““Esta comissão tem uma história de muitas lutas e conquistas. Como vice-presidente, meu compromisso é trabalhar ao lado da presidência e de todas as colegas para que o nosso foco seja um só: o direito e a dignidade de cada mulher deste País”,”

afirmou.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou a instalação do colegiado como um momento de resistência e defendeu a legitimidade da presidência eleita. Ela criticou tentativas de interditar o debate por preconceitos e afirmou que a comissão deve acolher a diversidade de todas as mulheres brasileiras.

““Nós não vamos aceitar que esta Casa seja palco para o ódio. Esta comissão trabalhará pela vida das mulheres, pela igualdade e, sobretudo, para que o Estado Brasileiro cumpra o seu papel de proteger quem está em vulnerabilidade”,”

disse Kokay.

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