Um capitão da Polícia Militar de São Paulo foi acusado de abusar sexualmente da enteada, que atualmente tem 16 anos, e de agredir a ex-esposa, mãe da adolescente. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou o oficial réu por estupro de vulnerável.
Além da acusação de violência sexual, o capitão enfrenta um segundo processo por violência doméstica contra a ex-mulher, mas ainda não se tornou réu nesse caso. O oficial responde aos dois processos em liberdade. O nome dele não será divulgado para proteger a identidade da menor.
Os crimes teriam ocorrido entre 2016 e 2021, período em que a mãe da adolescente estava casada com o capitão. A ex-esposa relatou que o oficial a agredia frequentemente e que ele se excitava ao vê-la chorando, obrigando-a a manter relações sexuais com ele.
“”Ele me dizia que me batia para me corrigir porque me amava. Ele me levava para a cozinha e todas as vezes que íamos conversar, ele deixava a arma em cima da mesa para me intimidar”, afirmou a ex-mulher.”
Em 2025, após as vítimas não morarem mais com o capitão, a estudante revelou ter recebido fotos íntimas do ex-padrasto, que estaria se passando por outra pessoa para assediá-la. As denúncias foram encaminhadas à Polícia Civil e à Corregedoria da Polícia Militar, que abriram inquéritos para investigar o caso.
A Justiça concedeu medidas protetivas para a ex-esposa e a filha, proibindo o capitão de se aproximar ou manter contato com elas. O advogado Thiago Lacerda, que representa as vítimas, informou que o juiz recebeu a denúncia e que o capitão tem um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa prévia.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou que os casos estão sendo investigados pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher e que a Corregedoria da PM acompanha o processo para adotar as medidas administrativas necessárias. Os inquéritos foram relatados em junho de 2025 e enviados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
O Tribunal de Justiça confirmou que o capitão se tornou réu por estupro em 2 de março de 2026, quando a denúncia foi aceita. O processo tramita sob segredo de justiça, e a SSP não informou se o capitão continua em atividade ou foi afastado.


