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Segurança

Mãe de vítima de estupro coletivo em Nova Friburgo relata abuso sofrido pela filha

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 11:58
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
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A mãe de uma adolescente de 17 anos que sofreu estupro coletivo em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, relatou como a filha foi abordada e levada para dentro de um ônibus, onde os abusos continuaram. O crime ocorreu no dia 16 de fevereiro e os três suspeitos foram apreendidos no último sábado (7).

A mãe contou que a filha voltava do aniversário da avó de uma amiga quando encontrou os três adolescentes, que são conhecidos dela por terem amigos em comum no mesmo bairro. Durante a conversa, eles ofereceram entorpecentes à jovem. Após usar a substância, a adolescente foi levada para um local afastado, onde os abusos começaram.

Segundo o relato da mãe, a jovem foi levada para o interior de um ônibus de turismo estacionado no local. Ela afirmou:

““Ela já estava ali naquele momento de alucinação. Foram tirando a roupa dela e aí começou com um; dali, os demais também começaram os abusos. Foram todos os tipos de abuso. E bateram nela com socos, chutes, puxões de cabelo, tapas na cara.””

Preocupada com a demora da filha para chegar em casa, a mãe saiu à sua procura. A jovem foi encontrada horas depois, por volta das 23h, bastante abalada, chorando e reclamando de fortes dores. A mãe descreveu:

““Quando eu olhei e vi minha filha, ela estava toda suja. Disseram que jogaram ela no chão do ônibus, que estava muito sujo. A roupa dela estava escura, o rosto também estava sujo. Naquele momento eu abracei minha filha e agradeci a Deus por tê-la encontrado viva.””

A mãe ficou em choque ao perceber a gravidade da situação. Ao ver a filha com marcas de sangue, disse que não sabia qual decisão tomar:

““Eu não sabia se levava direto para a delegacia para pedir ajuda, se primeiro acolhia ela em casa, se dava um banho, um remédio. É muito difícil para uma mãe ver um filho naquela situação. A gente também fica sem chão.””

Ela lembrou que a filha sempre foi uma menina que ia da casa para a escola e da escola para casa.

““Minha filha sempre foi uma menina muito de casa, e quando precisava ir a algum lugar, geralmente ia comigo ou com alguém da família. A gente sempre teve cuidado porque ela ainda não tinha maturidade para lidar com situações na rua.””

A jovem foi encontrada pela família horas depois do crime. De acordo com a Polícia Civil, os três menores foram localizados no bairro Santo André e encaminhados ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Eles não ofereceram resistência à apreensão e respondem por ato infracional análogo ao crime de estupro coletivo.

O caso segue em tramitação na Vara da Infância e da Juventude, que analisará as medidas socioeducativas a serem aplicadas aos envolvidos. A vítima passou a receber acompanhamento médico e psicológico, retomando a rotina de forma gradual, mas ainda muito abalada.

A mãe fez um alerta para outros pais sobre o impacto da violência na vida da filha e da família:

““Infelizmente é um assunto que tem crescido muito em todas as cidades, inclusive aqui na nossa região. A gente nunca imagina passar por uma situação dessas. É muito doloroso e muda muita coisa na vida da pessoa, principalmente de quem sofre a agressão.””

Ela enfatizou a importância dos pais acompanharem a rotina e as amizades dos filhos:

““A nossa juventude está muito perdida e precisa buscar coisas boas para a vida, porque esse não é o caminho. Como mãe, eu deixo um alerta para que os pais estejam sempre atentos, observando as amizades dos filhos e caminhando junto com eles.””

TAGGED:Departamento Geral de Ações SocioeducativasDireitos Humanosestupro coletivoMãe da vítimaNova FriburgoPolícia CivilRio de JaneiroViolência
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