O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira (17) três deputados do Partido Liberal (PL) acusados de desviar emendas parlamentares. A Procuradoria-Geral da República (PGR) comprovou que os deputados enviavam recursos a uma prefeitura em troca de uma comissão de 25% do valor das emendas.
Os três foram condenados a penas de prisão, mas a decisão sobre a perda de mandato ficará a cargo da Câmara dos Deputados. Atualmente, há mais de oitenta parlamentares sob investigação pelo Supremo por questões relacionadas a emendas parlamentares.
Embora essas condenações normalmente fossem parte do noticiário sobre corrupção, o cenário político atual é marcado por uma intensa guerra entre os Poderes. O Legislativo critica o Supremo por supostamente extrapolar suas funções e assumir poderes do legislador, enquanto ministros da Corte afirmam que as críticas refletem interesses inconfessáveis de políticos.
O escândalo do Master e o envolvimento de ministros do Supremo forneceram argumentos para os críticos no Legislativo. A forma como o orçamento público tem sido gerido, com cada deputado valendo cerca de R$ 53 milhões em emendas, também fortaleceu a posição do STF e do Executivo.
A troca de acusações entre os Poderes não apresenta um fim à vista, e a situação continua a se deteriorar.


