Os servidores da educação da Prefeitura de Goiânia decidiram nesta terça-feira (19) encerrar a greve iniciada em 11 de maio. A decisão ocorreu após audiência mediada pelo Tribunal de Justiça de Goiás, que garantiu o cumprimento das reivindicações, incluindo o reajuste do piso salarial do magistério.
A assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) aprovou o fim da greve após negociação com a Prefeitura de Goiânia, que atendeu praticamente todos os pontos da pauta dos servidores. A secretária de Governo, Sabrina Garcez, afirmou que o município “cumpriu” as demandas, como o reajuste do piso salarial e a abertura do diálogo para o plano de carreira dos servidores administrativos da educação.
O plano de carreira dos administrativos, uma pauta defendida pelo prefeito Sandro Mabel (UB) desde a campanha eleitoral de 2024, teve seu avanço travado pela situação financeira do município, mas deve ser retomado ainda em 2026. A secretária destacou que o projeto está em fase inicial, antes da análise do impacto financeiro, que comprometerá a folha de pagamento por vários anos.
“O prefeito Mabel buscou encontrar respaldo fiscal e nós vamos começar os trabalhos para as primeiras reuniões sobre o plano de carreira dos administrativos”, revelou Sabrina Garcez. A negociação foi mediada pelo Tribunal de Justiça de Goiás em audiência realizada em 18 de maio.
Com o fim da greve, a carreira dos servidores administrativos deve ser contabilizada junto ao reajuste do piso salarial dos professores, que tramita na Câmara Municipal e tem impacto na folha de pagamento do município.


