O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (22) que o fundador do Banco Master volte para a cela especial na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. A defesa havia solicitado prisão domiciliar, transferência para batalhão da PM ou retorno à cela anterior, mas o ministro atendeu apenas o último pedido.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra a conversão da prisão preventiva em domiciliar, mas não se opôs ao retorno do ex-banqueiro ao alojamento anterior na Superintendência da Polícia Federal. O Ministério Público Federal destacou que a entrega de anexos de uma possível colaboração premiada não justifica a mudança para prisão domiciliar.
Na decisão, Mendonça afirmou que a questão era sobre o local de custódia dentro da PF e considerou inadequada a permanência em cela destinada a presos transitórios. O ministro ressaltou que o alojamento anterior fica no mesmo complexo, em acomodações contíguas, sem prejuízo operacional para a Polícia Federal.
A defesa alegou que a cela atual não possui fornecimento regular de água, iluminação adequada nem ventilação mínima, justificando o pedido de retorno. A decisão mantém a prisão preventiva, mas garante melhores condições de custódia ao ex-banqueiro.


