O governo do Tennessee, nos Estados Unidos, suspendeu nesta quinta-feira (21) a execução de um condenado por três assassinatos após a equipe médica não conseguir encontrar veia para a injeção letal. O governador Bill Lee adiou a pena de morte por um ano.
O condenado respondia pelas mortes de três pessoas em 1994 e já estava na sala de execução quando os funcionários tentaram iniciar o procedimento. Segundo o sistema prisional estadual, foram feitas diversas tentativas sem sucesso para obter acesso venoso suficiente para administrar as drogas.
Advogados e entidades de direitos civis afirmam que o condenado sofre de transtornos mentais graves e não tinha condições psicológicas para se defender sozinho no julgamento. A American Civil Liberties Union afirmou que ele poderia ser o primeiro condenado executado nos EUA em mais de um século após conduzir a própria defesa.
O Tennessee enfrenta críticas por problemas recentes na aplicação da injeção letal. Em 2022, o Estado interrompeu execuções por mais de dois anos devido a falhas na testagem das drogas. Outros Estados americanos também registraram dificuldades semelhantes, levando à adoção de métodos alternativos, como pelotão de fuzilamento.


