A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou uma versão brasileira do edamame, soja verde com grãos maiores e sabor mais suave, adaptada ao clima do Brasil. O cultivo orgânico é testado em Paty do Alferes (RJ) e pode ampliar a renda da agricultura familiar.
A cultivar brasileira de edamame desenvolvida pela Embrapa passou por melhoramento genético para oferecer características mais adequadas ao consumo humano, como grãos maiores e sabor suave. O experimento ocorre na Fazenda Santa Teresa, em Paty do Alferes (RJ), onde o cultivo orgânico tem produtividade superior à média, com 120 a 130 vagens por planta, contra 80 a 90 normalmente.
A colheita deve ser feita manualmente em uma janela curta de três dias, quando os grãos ocupam cerca de 90% do lóculo da vagem, para manter as características do edamame. O restante da planta é triturado e usado como adubo verde.
Cerca de 130 pequenos agricultores em oito estados participam da parceria com a Embrapa. No Rio de Janeiro, o quilo do edamame pode ser vendido por até R$ 50, enquanto o custo para plantar 50 m² é de aproximadamente R$ 100. O produto é rico em proteínas e pode ser consumido fresco ou congelado, com validade de até cinco dias e um ano, respectivamente.


