Uma advogada presa na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC, se recusou a fornecer as senhas dos celulares apreendidos em sua residência no condomínio Tamboré, Grande São Paulo, na quinta-feira (21).
Os policiais apreenderam dois celulares, além de cerca de R$ 50 mil em dinheiro, joias, relógios e computadores durante buscas na casa da advogada. Ela foi levada para a Penitenciária de Tupi Paulista, a 670 quilômetros da capital paulista.
O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz afirmou que a recusa em fornecer as senhas não impedirá a extração de dados dos aparelhos, pois a Polícia Civil possui técnicas para acessar as informações necessárias para o inquérito.
A investigação aponta que a advogada mantém relações estreitas com a cúpula do PCC e utiliza 35 empresas de fachada registradas no mesmo endereço no interior de São Paulo. Seis veículos blindados foram apreendidos, quatro estavam com ela e dois com o contador apontado como operador financeiro do grupo criminoso.
Após audiência de custódia, a prisão da advogada foi mantida. Ela será ouvida nos próximos dias, e suas declarações integrarão o relatório final que servirá de base para eventual denúncia do Ministério Público.


