A Procuradoria-Geral da República exige pagamento imediato de até R$ 60 bilhões para conceder redução de pena ao ex-banqueiro do Banco Master, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (22). A Polícia Federal recusou a proposta, e o ministro André Mendonça, do STF, autorizou o retorno do detido a uma cela especial.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) estabeleceu a condição de pagamento de até R$ 60 bilhões para que o ex-banqueiro do Banco Master obtenha redução de pena por meio de delação premiada. O valor supera todos os acordos anteriores desse tipo no país.
A Polícia Federal recusou a proposta, e a PGR ainda não apresentou posicionamento definitivo sobre o acordo. A medida visa evitar casos como o dos irmãos Batista, que firmaram compromisso para devolver R$ 10,3 bilhões, mas buscam reduzir o pagamento judicialmente.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o retorno do ex-banqueiro a uma cela especial após sua transferência, ocorrida logo após a rejeição da proposta pela PF. Ele está detido desde maio sob suspeita de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Desde a detenção, o ex-banqueiro já trocou de advogado duas vezes. O último defensor deixou o caso nesta sexta-feira devido a desentendimentos com o ministro Mendonça e falta de avanços na negociação da delação.


