O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), intensificou a aproximação ao governo Lula e atua para reduzir a tensão entre o Planalto e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Motta participou de reuniões com Alcolumbre e o ministro José Guimarães para distensionar o clima e busca apoio para sua reeleição em 2027.
O distanciamento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre aumentou após divergências sobre a indicação e rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em resposta, auxiliares do presidente passaram a apostar numa relação mais próxima com Hugo Motta para avançar em pautas prioritárias, como o fim da escala 6×1, proposta que Motta acelerou e que tem forte apelo popular.
Motta escolheu o deputado petista Alencar Santana para presidir a comissão especial que analisará a proposta. Além disso, participou da cerimônia de posse de Odair Cunha no Tribunal de Contas da União (TCU). Nos bastidores, líderes partidários avaliam que Motta tenta consolidar apoios para desestimular candidaturas rivais ao comando da Câmara em 2027.
Apesar disso, Motta enfrenta resistência do PT e do PL, que demonstram desconfiança e podem apoiar outros candidatos, como o ex-líder do PL Sóstenes Cavalcante. Um dos trunfos de Motta é o controle sobre a distribuição de relatorias de projetos prioritários, favorecendo deputados do Republicanos, seu partido, embora a assessoria negue concentração e afirme critérios técnicos para a escolha dos relatores.


