O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (24) que a crise envolvendo o Banco Master é um problema sistêmico do mercado financeiro e não do Judiciário. Ele destacou falhas na fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central e rejeitou a ideia de que o Supremo seja o centro da crise.
Gilmar Mendes declarou que “a crise do Master não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima”, referindo-se ao centro financeiro de São Paulo. Segundo ele, a CVM operou por mais de um ano com três diretores a menos, o que comprometeu a fiscalização.
O ministro comentou ainda que as investigações sobre contatos entre ministros do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem continuar sob análise das autoridades competentes, como a Polícia Federal, que apura negócios ligados ao Banco Master envolvendo pessoas próximas a integrantes do Supremo.
Além disso, Gilmar Mendes criticou as críticas ao Fórum de Lisboa, evento acadêmico conhecido como “Gilmarpalooza”, e avaliou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades de articulação política no Congresso. Ele também defendeu mudanças na estrutura de pagamentos do Judiciário para aumentar a transparência e fiscalização dos benefícios pagos a magistrados.


