O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo afirmou que uma advogada suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro recebeu tratamento diferenciado na Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, na última quinta-feira (21). A detida foi transferida na sexta-feira (22) para unidade no interior do estado.
Segundo o sindicato, a advogada foi recebida pelo diretor da unidade, houve esvaziamento de uma sala de espera para acomodá-la, e ela consumiu refeições destinadas aos carcereiros. Além disso, teve banho quente em chuveiro privativo e dormiu em cama diferente das celas comuns. O acesso de agentes penais à sala foi restrito, comprometendo a fiscalização e a segurança.
O sindicato afirmou que essas condutas violam a Lei de Execução Penal, que assegura igualdade de tratamento a todos os presos, e a Lei Orgânica da Polícia Penal de São Paulo. A denúncia foi encaminhada à Direção-Geral da Polícia Penal, que deve instaurar processo administrativo para apurar o caso.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a advogada foi alocada conforme determinação judicial e que a atuação da pasta se limitou ao cumprimento das ordens do Poder Judiciário. As penitenciárias de Santana e Tupi Paulista enfrentam superlotação e defasagem de policiais, o que dificulta o atendimento e a segurança nas unidades.


