O Governo de Goiás movimentou R$ 1,36 bilhão entre outubro de 2021 e agosto de 2025 por meio da BK Instituição de Pagamento, fintech investigada pela Polícia Federal por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Agência de Fomento de Goiás (GoiásFomento) realizou as transferências para a BK Bank, que gerenciava cartões sociais de programas estaduais de transferência de renda para cerca de 880 mil beneficiários. A fintech cobrava taxas de até 6% dos comerciantes credenciados e dividia os ganhos com o governo até 2024.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto em agosto de 2025 para desarticular o esquema, que envolvia fraudes graves, contas-bolsões e movimentações atípicas. O Coaf emitiu 22 alertas sobre as transações e identificou indícios fortes de lavagem de dinheiro.
O Governo de Goiás suspendeu as transações com a fintech após a operação e adotou medidas judiciais e administrativas para proteger o patrimônio público. Segundo o Executivo estadual, o contrato possuía seguro e não há prejuízos constatados até o momento. Outros órgãos federais e o governo do Paraná também romperam contratos com a empresa.


