A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) solicitou ao governo federal a prorrogação das medidas emergenciais que aliviam os custos do setor aéreo até dezembro. O pedido inclui a manutenção da alíquota zero de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação e a ampliação do prazo para pagamento das tarifas de navegação aérea.
O diretor-presidente da Abear, Juliano Noman, afirmou que o pedido formal foi feito há cerca de duas semanas e visa estender os benefícios que vencem em 31 de maio. Entre as medidas está a manutenção da alíquota zero de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV), que impacta diretamente os custos das companhias aéreas.
Além disso, o setor negocia a postergação das tarifas de navegação aérea, que começaram a ser adiadas em junho. Atualmente, os pagamentos referentes a junho, julho e agosto poderão ser quitados posteriormente, o que representa um impacto financeiro de cerca de R$ 200 milhões.
Segundo Noman, a alta do preço do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio, tem pressionado o caixa das empresas, causando queima de recursos. A postergação das tarifas não reduz custos operacionais, mas melhora o fluxo de caixa em um momento de forte pressão financeira.


