A influenciadora e advogada Deolane Bezerra afirmou nesta quinta-feira (26) estar presa por “perseguição” e negou qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em carta divulgada pela irmã. Ela disse que a prisão se baseia em um depósito de R$ 24,5 mil, que corresponde a honorários advocatícios.
Na carta publicada nas redes sociais da irmã, a advogada Dayanne Bezerra Santos, Deolane afirmou que o valor foi depositado em espécie diretamente em sua conta, e não por transportadora mencionada no inquérito. Ela negou ter integrado o crime organizado e criticou não ter sido ouvida durante mais de quatro anos de investigação.
A influenciadora relatou ter sido acordada com um fuzil apontado para o rosto durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva em sua casa, em Barueri. Também rebateu a informação de que teria 37 empresas em seu nome, afirmando que isso é mentira e pode ser desmentido em pesquisa na junta comercial.
Deolane disse ter atuado como advogada em centenas de processos e afirmou nunca ter visitado a Penitenciária II de Presidente Venceslau, unidade prisional citada nas investigações. Ela se declarou inocente e destacou ser mãe, empresária e advogada, uma nordestina que venceu pelo próprio esforço.
A prisão ocorreu na última quinta-feira durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados.


