O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo afirmou nesta terça-feira (26) que crianças estarão presentes na 30ª Parada LGBT+, marcada para 7 de junho na Avenida Paulista, apesar do projeto de lei aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal que proíbe a participação de menores no evento.
O projeto de lei nº 50/2025, aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal no dia 23 de maio, determina que eventos com temática LGBTQIA+ ocorram apenas em espaços fechados com controle de entrada, proibindo a ocupação de vias públicas. A proposta prevê classificação indicativa para maiores de 18 anos e multas de até R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Advogados ouvidos classificam o projeto como inconstitucional e discriminatório. O presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB-SP afirmou que a decisão sobre a participação de crianças em eventos cabe aos pais, e que o projeto cria restrições exclusivas à população LGBTQIA+.
A Associação Comercial de São Paulo estima que a Parada movimentará R$ 466,2 milhões na economia local em 2026, valor 15% menor que o registrado em 2025. A organização enfrenta redução de patrocinadores, o que impacta a realização do evento e projetos sociais ligados à associação. Artistas confirmados abriram mão do cachê para participar, e o evento terá 14 trios elétricos, contra 17 no ano anterior.


