O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, acompanhou a relatora, Cármen Lúcia, e votou contra trechos da lei que flexibilizou a Lei da Ficha Limpa. Com isso, o placar está em 2 a 0 para derrubar as alterações aprovadas pelo Congresso. O julgamento ocorre no plenário virtual.
Em seu voto na terça-feira (26.mai.2026), Fux seguiu o entendimento da ministra Cármen Lúcia, que havia votado na sexta-feira (22.mai). A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881 questiona mudanças na Lei da Ficha Limpa, e a relatora defendeu restaurar a rigidez da norma em três pontos: perda de mandato, renúncia para evitar cassação e condenações criminais e por improbidade administrativa.
O caso é acompanhado por políticos que tentam voltar às urnas em 2026. Entre eles, um ex-deputado federal cujo mandato foi cassado em 2016 por quebra de decoro, um ex-governador do Rio de Janeiro que teve candidaturas barradas e um ex-governador do Distrito Federal com condenações por improbidade. Se o voto de Cármen Lúcia prevalecer, as mudanças que encurtavam prazos de inelegibilidade serão derrubadas.
O julgamento ocorre antes da fase de oficialização de candidaturas para as eleições de 2026. As convenções partidárias serão realizadas de 20 de julho a 5 de agosto, e os registros de candidatura devem ser apresentados até 15 de agosto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) analisarão a elegibilidade dos candidatos. A decisão do STF pode influenciar esses julgamentos.


