O Banco Master pagou ao menos R$ 22,1 milhões em propina a um lobista para intermediar aportes do fundo de pensão Rioprevidência, segundo relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal. O valor corresponde a 0,6% dos R$ 3,69 bilhões investidos pelo fundo fluminense em ativos do banco.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, parte dos recursos foi destinada à empresa Mídias Promotora SA, controlada pelo lobista. A Planner Corretora, fundada por um ex-sócio do Banco Master, também intermediou a venda de R$ 510 milhões em letras financeiras ao Rioprevidência. Ambas as empresas foram alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, realizada nesta terça-feira (26).
O relatório ainda cita uma troca de mensagens entre o lobista e um executivo do banco, na qual o primeiro agradece pela meta de captação alcançada em 45 dias. O documento não esclarece se houve resposta nem se os valores das comissões se limitam aos citados. O lobista já foi delator na Operação Lava-Jato e esteve envolvido em outro esquema de propina na Prefeitura do Rio.

