O Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, iniciou nesta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto para combater esquema de fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A ação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A investigação identificou seis fintechs que funcionavam como bancos paralelos para a organização criminosa, usadas para movimentações financeiras internas e ocultação patrimonial. Também foi revelado um esquema de desvio de nafta petroquímica para a produção de combustíveis adulterados, com uso de empresas-fantasma em nome de parentes, pessoas vulneráveis e detentos.
Os lucros das fraudes eram enviados para fundos de investimento com patrimônio estimado em R$ 205 milhões, que cresceram mais de 200% em um ano. A operação mira ainda duas administradoras e duas gestoras de recursos envolvidas na lavagem de dinheiro, visando enfraquecer o poder econômico do grupo criminoso.

