A semana em Brasília será marcada por negociações sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Após aprovação em dois turnos pela Câmara dos Deputados, o texto deve começar a tramitar no Senado, mas a análise pela CCJ deve começar apenas na terça-feira (10), segundo o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA).
O texto ainda não havia sido encaminhado à CCJ até o fim da noite de domingo. A expectativa é que os próximos dias sejam dedicados a conversas entre líderes partidários e articulações de bastidores. Enquanto a PEC aprovada reduz a jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, e garante dois dias de descanso por semana, senadores da oposição defendem uma proposta alternativa, protocolada pelo líder Rogério Marinho (PL-RN), que prevê um modelo baseado em horas anuais e transição gradual. A proposta já conta com apoio de mais de um terço do Senado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a PEC da oposição para a CCJ, o que foi interpretado como sinal de que a Casa pretende debater diferentes caminhos. No entanto, Otto Alencar indicou que a prioridade é a proposta da Câmara. O governo espera evitar alterações profundas no texto para não obrigá-lo a retornar à Câmara, o que prolongaria as negociações. Para ser promulgada, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos pelo Senado, com apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores.

