O governo federal avalia a abertura de crédito extraordinário para combater os impactos climáticos do El Niño e prevenir a propagação de incêndios florestais no país. A preparação ocorre em meio à cautela sobre a intensidade do fenômeno, mas com planos de ação definidos para os próximos meses.
A gestão climática envolve a participação de diversos ministérios em reuniões de sala de situação. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) necessitam de cerca de R$ 200 milhões em crédito extraordinário para recompor perdas orçamentárias, segundo informações do governo.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, informou que o governo já entregou R$ 150 milhões do Fundo Amazônia em equipamentos de combate a incêndios para seis estados do Pantanal e do Cerrado. O panorama climático atual aponta chance de El Niño forte ou pior em cerca de 70%, mas a previsão precisa só será definida em julho.
Além disso, o Executivo federal estabeleceu acordos de cooperação com entes federativos desde 2024 e espera um plano conjunto para Pantanal, Cerrado e Amazônia ainda neste ano. O governo também reforçou a parceria com Polícias Militares ambientais, contingente de cerca de 8.000 agentes, para atuar em áreas de risco.


