O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu o Fórum de Lisboa, evento jurídico anual realizado em Portugal, e atribuiu a baixa presença de parlamentares ao ano eleitoral. O discurso de encerramento ocorreu na Faculdade de Direito de Lisboa, apesar da mudança de local devido a uma greve geral.
Gilmar Mendes declarou que o Fórum de Lisboa é um “evento que continua, antes de tudo, acadêmico”, afirmando que ele dialoga com a prática do direito, da gestão, da política, da economia e da regulação. O ministro sugeriu que o evento passe a ser chamado de “Fórum Mundial de Lisboa”, visando sua internacionalização. Ele recebeu as críticas ao encontro com serenidade, dizendo que elas ajudam a ampliar a visibilidade do trabalho realizado.
Por sua vez, o ministro Luiz Felipe Salomão, vice-presidente da corte, culpou o período eleitoral pela menor voltagem política. Salomão afirmou que é razoável que parlamentares estejam focados nas eleições, citando a Copa do Mundo e o calendário eleitoral como fatores de distração. Ele listou autoridades presentes da cúpula do Judiciário nacional para contestar a ideia de esvaziamento do evento.
O Fórum, organizado pelo IDP e pela FGV, perdeu peso noticioso, segundo participantes frequentes. O evento, que conta com 70 painéis e 432 debatedores, teve seu auditório trocado horas antes do discurso final, devido à paralisação de serviços públicos na capital portuguesa, conforme informou o organizador Carlos Blanco de Morais.


