A professora Monique Medeiros recebeu perdão judicial pela morte do filho, Henry Borel, após o Conselho de Sentença desclassificar o crime de homicídio doloso para culposo. Menos de vinte e quatro horas após deixar o presídio, a defesa informou que ela e familiares estão recebendo ameaças desde a divulgação da sentença.
O advogado responsável pela defesa, Hugo Novais, declarou que Monique e parentes enfrentam hostilidade após a decisão da juíza Elizabeth Louro, titular do II Tribunal do Júri do Rio. A magistrada concedeu o benefício, pois entendeu que a acusada sofreu consequências pessoais e sociais graves ao longo dos últimos cinco anos.
O julgamento, que durou dez dias, gerou desdobramentos jurídicos. O Ministério Público do Rio de Janeiro anunciou que recorrerá da sentença. A assistência de acusação, que representa o pai de Henry Borel, Leniel Borel, também busca a anulação do julgamento.
Leniel Borel declarou que respeita a decisão do Judiciário, mas discorda da fundamentação utilizada para conceder o benefício. O perdão judicial extingue a punição, mas o processo segue em andamento, com recursos previstos para o Tribunal de Justiça do Rio.


