Especialistas afirmam que o consumo excessivo de suplementos alimentares pode ser ineficaz ou prejudicial, pois muitos produtos não oferecem benefício mensurável para quem já possui dieta adequada. A suplementação deve ser baseada em deficiências nutricionais confirmadas, especialmente em idosos.
O uso de suplementos nutricionais cresceu, mas a percepção de que eles são soluções simples para aumentar energia ou prolongar a vida pode ser enganosa. Para indivíduos com alimentação balanceada, muitos suplementos representam apenas um gasto desnecessário. Além disso, doses elevadas de certas vitaminas e minerais podem causar toxicidade ou interferir em medicamentos.
No caso dos idosos, a complexidade aumenta devido à diminuição do apetite e ao uso de medicamentos que afetam a absorção de nutrientes. A vitamina B12, por exemplo, torna-se mais deficiente com a idade, pois o estômago produz menos ácido para sua liberação, podendo causar fadiga e problemas neurológicos. A suplementação deve ser direcionada, e não universal.
Outros nutrientes exigem atenção: o folato, importante para a formação de glóbulos vermelhos, e a vitamina D, cuja suplementação só é indicada quando há baixa exposição solar ou osteoporose. Um grande ensaio clínico mostrou que a suplementação de vitamina D não reduziu significativamente o risco de fraturas em adultos saudáveis. Além das vitaminas, a ingestão de proteína é crucial para evitar a sarcopenia, sendo recomendada cerca de 1,0 a 1,2 grama por quilo de peso corporal diário para idosos saudáveis.


