O faturamento de empresas de apostas online autorizadas no Brasil dobrou no primeiro quadrimestre de 2026, alcançando R$ 12,2 bilhões, segundo dados da Receita Federal. O crescimento ocorreu mesmo com restrições impostas pelo governo e pelo Judiciário contra beneficiários de programas sociais e cidadãos endividados.
O avanço no setor elevou a arrecadação de tributos federais para R$ 4,5 bilhões no quadrimestre, um aumento em relação aos R$ 2,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O recolhimento de impostos dos jogos virtuais se aproxima de valores pagos por indústrias tradicionais, como tabaco e agricultura, que pagam cerca de R$ 1 bilhão por mês cada uma.
A proximidade da Copa do Mundo deve acelerar os ganhos das empresas até o fim do ano. A consultoria H2 Gambling Capital projeta a entrada de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões em novos depósitos de torcedores durante a competição mundial. Em 2025, o faturamento total da atividade no país fechou em R$ 36,9 bilhões.
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda emitiu 85 licenças corporativas desde o início da regulamentação, permitindo o funcionamento de 187 sites legais. O mercado é dominado por dez marcas, que concentram 68,8% do dinheiro movimentado. A Betano lidera o ranking com 23% da receita registrada, enquanto marcas estrangeiras disputam as posições iniciais.

