Compartilhar a cama com um animal de estimação pode reduzir o estresse e fortalecer o vínculo humano-animal, mas especialistas alertam sobre riscos à saúde. A presença do pet pode elevar a ocitocina e diminuir o cortisol, mas também causa interrupções no sono e risco de transmissão de bactérias.
O veterinário Pablo Antonio Olmedo explicou que deitar ao lado de um animal pode aumentar os níveis de ocitocina, o hormônio do bem-estar, e diminuir o cortisol, ligado ao estresse. A Fundação Nacional do Sono e a Associação Americana de Psiquiatria (APA) afirmam que a presença de um animal alivia a ansiedade e reforça a sensação de segurança, especialmente para quem mora sozinho.
Contudo, a Academia Americana de Medicina do Sono alerta que um terço das pessoas que dormem com pets sofre interrupções no sono. Os animais possuem ciclos de sono distintos, movimentam-se ou roncam durante a noite, afetando a qualidade do descanso humano. Além disso, há riscos sanitários, pois os animais podem ser portadores de parasitas ou bactérias.
Pesquisas indicaram que 86% dos cães e 32% dos gatos são portadores de Enterobacteriaceae, que inclui salmonela, E. coli e shigella, podendo causar gastroenterite. Para quem tem alergia ou asma, pelos e caspas podem agravar sintomas respiratórios. Deborah Lee, da Farmácia Online Dr. Fox, detalhou que a inalação dessas partículas desencadeia reações inflamatórias.
A Clínica Mayo, nos Estados Unidos, ressalta que o risco de infecção é baixo se os animais receberem cuidados veterinários adequados. No entanto, especialistas recomendam manter os animais em camas separadas, priorizando a segurança de ambos.


