A proposta que reduz a jornada de trabalho e estabelece dois dias de folga semanais obrigatórios, aprovada pela Câmara dos Deputados, não será votada em plenário no curto prazo no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, determinou que o texto passe por análise aprofundada nas comissões.
Davi Alcolumbre informou que o caminho da proposta no Senado exige análise detalhada antes de qualquer deliberação. O presidente do Senado determinou que o texto seja avaliado primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após essa etapa obrigatória, que analisa a constitucionalidade das propostas, o material pode ser encaminhado a um grupo ou comissão especial.
A decisão contraria a expectativa de deputados por uma tramitação mais rápida. O governo federal considera o tema prioritário e busca a aprovação no Legislativo ainda no primeiro semestre, antes do recesso parlamentar de julho. A pressão do Palácio do Planalto visa antecipar a votação.
O presidente do Senado declarou que não aprovará com celeridade a proposta que chegou da Câmara sem o devido processo interno de análise. O período de recesso de julho, entre os dias 18 e 31, pode reduzir o ritmo de votações polêmicas no segundo semestre.


