O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, suspendeu a circulação da pesquisa AtlasIntel. A medida ocorreu após a defesa alegar que o questionário possuía ‘possível utilização como mecanismo de indução do entrevistado’, afetando a imagem de um senador.
O magistrado acolheu os argumentos da defesa e identificou o risco de a permanência da pesquisa potencializar efeitos de difícil reversão no processo eleitoral. Segundo Nunes Marques, a controvérsia envolve alegação objetiva de que o questionário induziu os entrevistados, especialmente pela ordem sequencial das perguntas e pelo uso de expressões de carga valorativa negativa.
A legenda alegou ao TSE que a pesquisa induziu os entrevistados negativamente em relação ao senador devido a perguntas ligadas ao escândalo Master. Nunes Marques entendeu que o PL indicou ‘elementos minimamente consistentes’ que apontam, em tese, possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário.
O presidente do TSE observou indícios relevantes de comprometimento da metodologia, citando que o CEO da Atlas reconheceu o viés político do conteúdo. O ministro deu dois dias para que a Atlas apresente documentação técnica complementar, antes que o Ministério Público Eleitoral se manifeste e o caso retorne ao TSE para decisão final.


