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Justiça

MPF exige cotas afirmativas em residência médica do Einstein

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de junho de 2026 22:58
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O Ministério Público Federal ajuizou ação na Justiça contra o Hospital Albert Einstein para forçar a instituição a implementar cotas afirmativas nos programas de residência médica. O pedido visa a abertura de editais complementares para destinar vagas a candidatos negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas trans.

A ação civil pública, que tramita na 8ª Vara Cível Federal de São Paulo, argumenta que o hospital, por possuir imunidade tributária como entidade filantrópica, deve promover a devolução social por meio de ações afirmativas. As proporções sugeridas pelo MPF incluem 30% para negros, 10% para pessoas com deficiência, 5% para indígenas, 5% para quilombolas e 5% para transexuais.

Dados apresentados na inicial indicam que, embora negros representem a maioria da população, apenas 27,5% deles ocupam vagas de residência, enquanto 70,1% dos médicos residentes são autodeclarados brancos. Atualmente, o programa do Einstein oferece vagas apenas na ampla concorrência.

O Hospital Albert Einstein respondeu à solicitação, afirmando que a restrição de cotas às ‘instituições federais de educação superior’ não se aplica à sua organização. A instituição citou, ainda, que possui programas de bolsas socioeconômicas e cumpre cota legal de 5% para pessoas com deficiência.

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TAGGED:ações afirmativasCotasDiversidadeHospital EinsteinMPFresidencia-medica
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