A unidade especializada de tecnologia contra a lavagem de dinheiro da Polícia Civil de São Paulo identificou 69 mil contas bancárias que movimentaram R$ 9,6 bilhões suspeitos de lavagem de dinheiro no ano passado. As investigações incluem a Operação Vérnix, que apura o uso de transportadora de fachada para movimentar recursos do PCC.
O Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), ligado ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), produziu 130 relatórios técnicos em 2025 a partir da análise dessas contas. Um desses relatórios fundamentou investigações que resultaram no bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis, segundo a Polícia Civil.
A Operação Vérnix, conduzida em parceria com o Ministério Público, aponta que os envolvidos mantinham esquema de lavagem por meio de empresas de fachada e contas laranjas. A Justiça paulista aceitou denúncia contra um indivíduo, o principal chefe da facção, seu irmão, um sobrinho e um operador financeiro do esquema.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o LAB-LD é essencial para rastrear o dinheiro ilícito. Além disso, a Operação Scream Fake, apoiada pelo setor, cumpriu 12 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra advogados e dirigentes de uma ONG suspeita de favorecer o crime organizado.

