A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, visando o senador Jaques Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A investigação apura fraudes ligadas ao Banco Master e ao PT da Bahia, gerando avaliação no Palácio do Planalto de que o desgaste político do escândalo se transfere para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Auxiliares do governo avaliam que o caso, envolvendo uma figura próxima ao presidente, transfere parte do desgaste do escândalo do Banco Master para o petista. A repercussão política deve se estender nos próximos dias, exigindo coordenação de comunicação para conter danos no Congresso e na opinião pública.
Antes da operação, governistas consideravam que 80% da imagem negativa estava associada ao lado bolsonarista, o que orientou a estratégia inicial do Planalto. Contudo, interlocutores afirmam que “a bola mudou de campo”, e o candidato à Presidência do PL tentará “compartilhar a responsabilidade” com Lula pelo suposto envolvimento com Vorcaro.
Apesar de reconhecerem que a associação indireta gera ruído, assessores do Planalto apontam que a operação contra o senador Wagner agrava a imagem negativa do PT atrelada à corrupção, dado seu papel como líder do governo no Senado. A preocupação é que o caso ultrapasse o âmbito individual.

