Uma mulher de 38 anos, que se apresentava como adolescente, foi acolhida por famílias em municípios do Rio Grande do Sul em 2021. A denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul detalha como a indivíduo utilizou documentos falsos para obter abrigo em diversas cidades gaúchas.
O caso teve início em dezembro de 2020, quando a mulher, natural de Ceará, foi registrada em serviços de assistência social em Caxias do Sul. Ela alegou ter 11 anos e estar sozinha no estado, mobilizando a rede de proteção à infância. Sem comprovação de identidade, ela foi acompanhada por instituições responsáveis por atender crianças em vulnerabilidade.
Em julho de 2021, a mulher procurou um casal de pastores em São Leopoldo, alegando ter fugido de violência. Ela permaneceu na residência por mais de 40 dias. Em outubro do mesmo ano, ela buscou ajuda novamente, desta vez em Cachoeirinha, onde ficou pelo menos 25 dias com outra família. A rede de proteção acreditou estar auxiliando uma criança em risco.
As suspeitas se intensificaram após atendimentos em um hospital de Porto Alegre. Profissionais da instituição desconfiaram da idade apresentada e, após contato com autores de um artigo científico, confirmaram a hipótese. Um exame papiloscópico comprovou que a identidade utilizada era falsa, sendo a mulher de 38 anos, e não a adolescente alegada.

