O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu publicamente o senador Jaques Wagner após este ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal na quinta-feira (18). A analista Isabel Mega interpretou o apoio como um “gesto calculado” de retribuição, que também sinaliza interesse de Alcolumbre em conversar com o presidente Lula.
A defesa de Alcolumbre ocorreu durante uma sessão no Plenário do Senado, momento em que ele mencionou publicamente o ocorrido com Wagner. Segundo a analista Isabel Mega, o apoio reflete uma visão macro dos acontecimentos políticos recentes, indicando um sentimento de união na classe política, especialmente no Senado.
Mega observou que o gesto de Alcolumbre é uma retribuição ao apoio que Wagner manifestou a ele no início da semana. Além disso, a analista avalia que a postura funciona como uma “senha” direcionada ao Palácio do Planalto, sinalizando o desejo de Alcolumbre de encontrar pessoalmente o presidente Lula, cuja relação com o presidente do Senado está estremecida.
Em relação ao futuro político, o senador Wagner deixou a decisão de permanecer ou não no cargo nas mãos de Lula, após conversar com o presidente. Internamente, há avaliação de que manter Wagner na função serviria para blindar um aliado, um cálculo que depende da mensagem que o presidente Lula desejar passar.

