O governo dos Estados Unidos planeja abrir pelo menos 250 casos de desnaturalização até outubro deste ano, intensificando o esforço para revogar a cidadania de pessoas naturalizadas. O Departamento de Justiça já abriu 29 casos em menos de dois meses contra americanos nascidos no exterior, acusados de obter a cidadania de forma fraudulenta.
A iniciativa faz parte da agenda de imigração do governo e envolve a revisão ativa de processos. Segundo o Transactional Records Access Clearinghouse da Syracuse University, entre 2008 e 12 de junho de 2026, foram registrados 166 processos de cassação de cidadania, uma média inferior a dez por ano.
Os casos abertos pelo governo incluem indivíduos acusados de cometer fraude, abuso sexual de menor ou ter apoiado o terrorismo antes ou durante o processo de naturalização. Um alto funcionário do Departamento de Justiça explicou que a ferramenta legal visa “proteger a integridade da cidadania americana e garantir que as pessoas presentes neste país que desfrutaram dos benefícios da cidadania o façam de forma legal”.
O governo federal possui autoridade para revogar a cidadania se o indivíduo prestou declarações falsas relevantes ou se a cidadania foi obtida ilegalmente. O Departamento de Justiça prioriza casos que envolvem perigo à segurança nacional ou crimes graves não declarados, buscando identificar indivíduos que cometeram fraudes sérias contra os Estados Unidos.

