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Leitura: Novo contesta cobrança de cotas no Hospital Albert Einstein
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Justiça

Novo contesta cobrança de cotas no Hospital Albert Einstein

Carla Fernandes
Última atualização: 24 de junho de 2026 13:21
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Partido Novo abriu duas frentes de atuação contra a ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que exige que o Hospital Albert Einstein reserve vagas para cotas raciais, sociais e de gênero em seus programas de residência médica, na Justiça Federal de São Paulo.

O partido protocolou pedido para ingressar no processo judicial e, separadamente, a liderança em São Paulo, Marina Helena, apresentou representação à Corregedoria do MPF contra a procuradora da República responsável pela ação. Segundo Marina Helena, a discussão ultrapassa o caso específico do hospital, pois define se o Estado pode ampliar sua intervenção em instituições privadas por meio de portaria, sem aprovação do Congresso Nacional.

A ação do MPF fundamenta-se em portaria do Ministério da Saúde de 2024, que pede vagas para candidatos negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas trans. Marina Helena afirmou que a ação utiliza um ato ministerial para impor obrigações não previstas em lei, o que viola princípios constitucionais como a legalidade e a autonomia das instituições privadas.

Na Justiça Federal, o Novo argumentou que uma decisão favorável ao MPF criaria precedente para legitimar o uso de portarias ministeriais na remodelação de processos seletivos de entidades privadas. Além disso, Marina Helena solicitou apuração na Corregedoria do MPF sobre a atuação da procuradora, alegando a aparente imposição de obrigações sem suporte em lei formal.

TAGGED:autonomia-privadacotas-raciaisHospital Albert EinsteinJustiça FederalMPFPartido Novo
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